
... sobre os meus domínios.
Não é em pedaços.
É na morada na minha falta de inocência que eu me perco sem censuras.
Aonde o tesão explode sem medidas...nas ondas das suas curvas.
Convexas.. côncavas.
Ondas de calor ..sadio torpor.
Corpo.
... inteiro, destemido, meu.
Não há dono, nem senhor de frear essa força contida...
......entregue sem subterfúgios, jamais escondida.
Sincera sedução.
Secretos pensamentos cobrindo seus devotados movimentos.
Soprando cada poro como chuva na parede da casa..
... escorrendo em separadas gotas, sombreando caminhos.
Minha fidelidade a mim,
e meus desejos ecoando pelo ambiente inteiro, banhando cada expiração sua.
Sem regras.
... com a mais doce firmeza.
Que isso não fira a ninguém...
...apenas cure.
Ao menos a mim.
Sem bandeiras a levantar, sem verdades a pregar..
....sigo no caminho pousado sobre a face de quem merece.
Meu olhar..
..boca,mãos, pernas e pêlos.
Eu.
Nada egoísta.. sem propósitos a justificar a meus algozes,
os deixo no martírio da secura...
No canto dos lábios,
nos dedos solitários, perdidos em suas palavras obscuras,
....numa obscenidade lasciva, sem remetente mas com destino certo.
Navegar por suas tolas fantasias sobre uma personagem de ficção.
....tendo-a
................ sendo-a
...expondo-a
......................matando-a.
Enquanto isso, eu olho nos olhos e peço de boca cheia!
Me devora!
...sem restos..pedaços .. de uma vez, inteira.
E despenco sem receio na entrega total,
sendo pluma tonelada em um momento de um grito secular!
Nem luxo do lixo...nem lixo da desobediência.
Sem dor no rompimento...
...na ira universal de gozar.